 Como prometido, e apara encerrar o assunto, segue o que vi:
1-Cheguei na manifestação de quarta passada por volta de 11:20h. Até o momento da minha chegada a manifestação se mantinha ordeira, com os muito éticos do PT/CUT e amigos no carro de som bradando contra o GDF. Não apenas foi difícil ouvir todo o cinismo de quem silenciou diante de ou defendeu um dos mais escandalosos casos de corrupção de nossa história: mensalão. Difícil também foi engolir que a gênese de todo o mal, de toda corrupção, era o capitalismo. Que não poderíamos esquecer que o governo que estava aí tinha um "projeto neoliberal" e mais cobras e lagartos. Enfim, é elevado o custo moral de participação em um evento em que você fica sob a bandeira dessa gente (tanto é que alguns órgãos de imprensa veicularam que a manifestação era organizada pela CUT).
Porém, mais do que difícil, verdadeiramente revoltante, foi ver uma faixa do PSOL ser tomada das mãos de alguns manifestantes e ser destruída por Ton-Ton MaCUTs. O que estava escrito? "Fora todos os mensalões. Fora mensalão do Lula e mensalão do Arruda." A indignação é tão seletiva quanto a tolerância.
2-O erro começou quando alguns manifestantes, em sua maioria estudantes, terminaram de tomar as pistas do Eixo Monumental no sentido CN-Rodoferroviária e bloquearam todo o trânsito, extrapolando o direito de manifestação e agredindo o direito de ir e vir dos motoristas. Ali mesmo a PM deveria ter feito algo, impedindo, sem brutalidade, que os estudantes tomassem todo o eixo.
3-A cavalaria se aproximou. Acredito ter ocorrido algum diálogo entre o comando e manifestantes e estes começaram a se retirar aos poucos quando, de repente, correram p/ o sentido oposto do Eixo, impedindo agora o tráfego na frente do TJDFT. A PM veio atrás, lentamente, alguns minutos depois.
4-Após um tempo impedindo o trânsito, creio que uns 20 min, ocorreu o primeiro ato por parte da PM que qualifico como descabido e impensado. Enquanto os manifestantes se retiravam p/ a grama, liberando o trânsito, a cavalaria passou a toda pela pista, quase ferindo algumas pessoas. A revolta e as vaias vieram como resposta. A cavalaria, novamente, passa cortando o eixo a toda, e quase acerta alguns manifestantes. Alguns objetos leves foram atirados contra a cavalaria em resposta, mas era coisa insignificante, como tampa de isopor. Aqui começa o descontrole.
5-Os manifestantes ficam revoltados e reocupam as faixas na frente do TJDFT. O BOPE é chamado e chega um tremendo aparato (dezenas de homens com balas de borracha, cães, Caveirão com jato d'água...). Como minha hora já chegava e não gosto de bala perdida, nem que seja de borracha, comecei a me retirar no sentido do Nilson Nelson. Foi aí que, quando já estava no estacionamento do Ginásio vi os manifestantes retornarem pro outro lado do Eixo, andando entre os carros (o tráfico estava pesado) e distribuindo adesivos. Ao que consta, iriam para a Rodoviária.
6-Foi então que a PM barbarizou com bombas de gás, balas de borracha e tocou os manifestantes de volta pra altura do Buriti na porrada. As cenas de descontrole estão bem documentadas.
7-Algo diferente poderia ter sido feito pela PM? E pelos manifestantes? Claro! Os dois lados erraram, mas me parece muito menos aceitável o erro da PM, que deveria ser mais profissional, mais bem preparada e que, claro, contava com poder de força, muito, muito superior.
O post que segue é um comentário feito po Saulo Said no post anterior. Tomei a liberdade de reproduzi-lo pela coerência e boa argumentação.Existem alguns pontos sobre a onda de protestos contra o governador Arruda que precisam ser entendidos mais detalhadamente. Em primeiro lugar considero que a situação é gravíssima e que são fortes as evidências de corrupção praticadas pelo governador e pelo alto escalão do executivo e por membros do legislativo. Porém, será só contra corrupção que os manifestastes lutam? A cúpula do DCE da UnB que, como todos sabem, é petista, não se mobilizou com o mesmo ímpeto contra o escândalo do mensalão do PT. A corrupção é de fato um dos grandes desafios que a democracia brasileira precisa superar. Mas combater a corrupção é combatê-la onde quer que ela se manifeste e não apenas quando os envolvidos são de um partido opositor. O mensalão do PT foi muito mais grave , pois envolvia a cúpula do partido em escândalos de financiamento ilícito de campanha, fraude em licitações com a SMP&B e a compra de parlamentares de oposição. Isso sem falar que o sr. Duda Mendonça, "marketeiro" da campanha de Lula recebeu dinheiro de caixa 2. Mudando o objeto de análise (mas não de assunto), gostaria de tratar da crença messiânica dos manifestastes. Gritar "Fora Arruda" não resolve o problema e nem ajuda a resolver. Todos estão apressados em ver o ex-democratas fora do governo, mas o sadio funcionamento do processo democrático pressupõe apuração, acusação, defesa e julgamento. Se tudo isso demora e os manifestastes não suportam esperar, isso mostra que eles estão comprometidos com uma democracia totalitária, onde não existe lei, liberdade ou Estado de Direito. Pensam que a simples vontade deve derrubar quaisquer procedimentos jurídicos (considerados lentos e burocráticos), esquecendo-se de que o mundo já experimentou os resultados desastrosos desse tipo de Democracia (vide totalitarismo). A evidência de que o Governador, secretários e parlamentares infringiram a lei não dá aos manifestastes o direito de fazerem o mesmo. Trancar uma avenida é uma decisão séria que não cabe a um grupo de 1.600 pessoas. Protestar é um direito, mas não é um direito soberano que esmaga quaisquer outros direitos de outras pessoas. E, para entrar no último assunto, gostaria de lembrar que a forma como os atuais protestos vem sendo conduzidos apenas sangram a imagem política de Arruda (o que é conveniente a certos partidos), muito embora pouco contribua para a sua saída. Um movimento contra a corrupção deveria encontrar alternativas para sanar o grave impasse político instalado no momento. Caberá a uma câmara legislativa composta por envolvidos no escândalo a tarefa de julgar a perda do mandato dos seus, do governador e do vice-governador. O que fazer diante do problema? Usar a coerção para intimidação dos parlamentares, ou ocupar a Câmara legislativa não são soluções. A sociedade brasileira não é muito receptiva a esse tipo de radicalismo, ainda que concordem com a demanda. Caso os manifestastes encontrem uma solução jurídica para o problema, que tenha respaldo na legislação brasileira, ai sim conseguiríamos algum resultado. De posse de uma solução jurídica factível, poderíamos nos organizar para levá-la adiante. Até o momento, o movimento "Fora Arruda" é apenas a manifestação de repúdio, cujos métodos de ação têm sem mostrada tão pouco republicanos quanto os dos envolvidos no escândalo de corrupção. A polícia, por sua vez, foi truculenta , mas isso não significa que os manifestastes estejam certos. Ambos se excederam no gozo de suas prerrogativas. E se bem conheço os alunos da UnB, não duvido que muitos tenham insultado os policiais ou tenham se mantido parados diante do avanço da polícia. O sonho de ser um mártir, um perseguido, um oprimido é motivo de orgulho para muitos de nossos colegas. Confere a eles um sentido de viver, uma certa importância política e a glória pela "luta".
 A Aliança pela Liberdade decidiu em sua última reunião da Assembléia de Assuntos Gerais, instância máxima de nossa organização, manter-se fiel à idéia de não atuar ou manifestar-se em assuntos externos ao ambiente da Universidade de Brasília. Mesmo reconhecendo os impactos da crise política do Distrito Federal sobre assuntos de interesse de nossa universidade, achamos por bem não nos manifestarmos enquanto grupo estudantil da UnB a respeito do assunto.
Contudo, enfatizamos nossa preocupação e atuação enquanto indivíduos politicamente atuantes a respeito dos escândalos envolvendo membros dos três poderes no DF. É em consonância com a liberdade de manifestação e expressão assegurada por nossos princípios e em solidariedade aos colegas de UnB que sofreram flagrante violência por parte da Polícia Militar do Distrito Federal que reproduzo depoimento de uma colega e, posteriormente, manifesto minhas impressões a respeito da experiência que vivi na data de hoje.
André Maia Presidente da Aliança pela Liberdade. Depoimento de Jaciane Milanezi, estudante da UnB:
"Eu e uma colega da UNB seguimos às 10h para a manifestação contra a corrupção em frente ao Buriti. Vale sublinhar que foi uma manifestação organizada por todos e para todos: partidos, sindicatos, estudantes e cidadãos. Para todos que não toleram corrupção, que não toleram "quem rouba, mas faz"; para quem sabe que política é a discussão e a ação ao que é relacionado à sociedade e não ao interesse próprio. Até às 11h30 estávamos todos na Praça do Buriti ouvindo discursos. Depois, com o objetivo de mostrar mesmo à população que é necessário se manifestar de alguma forma contra a corrupção, paramos o trânsito no sentido Buriti-JK. Nesse momento, cartazes eram levantados, apitos eram ouvidos, coros eram feitos. Ou seja: o que se entende por uma manifestação política. A polícia, que cercava todo o Palácio do Buriti [sede do governo local], começou a redirecionar o trânsito. Até então, tudo tranquilo: cidadãos se manifestando e o trânsito sendo reorganizado. Vale mencionar, que os carros passavam buzinando e se manifestando contra a corrupção também. Pouquíssimo tempo depois, tive a impressão de que a manifestão política foi confundida com banditismo, pois logo a Cavalaria da polícia se posicionou em torno da gente. Pergunta: pra quê isso contra uma manifestão política? Será que nosso governador corrupto deu ordem para dispersar a manifestão contra ele? O que fizemos? Apenas sentamos no chão e continuamos com nossos coros e cartazes. Seguimos para o outro lado, sentido TJDFT-Parque. O que fizemos ao parar ao trânsito: coros, cartazes, apitasso. E os carros parados? Começaram a buzinar em protesto também. Logo a polícia redirecionou o trânsito e os carros puderam seguir. Só que a Cavalaria seguiu para o outro lado também e começou a amedrontar os manifestantes. Correram duas vezes com seus cavalos e seus cacetetes para quê? Dispersar uma manifestação política que àquela altura não atrapalhava nem mais o trânsito? Mas não bastava a Cavalaria. Precisava do BOPE. Alguns estudantes foram conversar com os policiais e esses solicitaram que deixássemos a pista em 10 minutos. Em que época se manifestar politicamente tem hora marcada pela Polícia? Decidimos sair e seguir em direção à Rodoviária pelo gramado. E o que fez o BOPE? Continuou cercando a todos, evitando que seguíssemos para a Rodoviária. Não houve opção a não ser irmos para a pista, novamente no sentido Buriti-JK. Não chegamos a parar os carros. Ficamos circulando entre eles com os cartazes e os coros. Muitos carros diminuíram a velocidade, buzinaram, pegaram adesivos, etc. Foi nesse momento que BOPE e a Cavalaria pararam o trânsito e, acho eu, acreditando estarem lidando com bandidos, começaram a vir para cima dos manifestantes com bombas e todo o arsenal. Um manifestante foi pego, machucado, levado para o gramado. Alguns cinegrafistas da imprensa estavam bem próximos filmando toda essa cena e os policiais do BOPE começaram a bater neles e lançar bombas para que não conseguissem mais filmar. Eu estava atônita: o Estado, com o uso da força, impedindo a imprensa de narrar os fatos ao resto da sociedade! Que democracia é esta? A relação entre a quantidade de policiais e a quantidade de manifestantes era tão desproporcional que eu me indagava o tempo todo: que instituições democráticas são essas que se utilizam da força em uma manifestação política? Por que não optaram em redirecionar o trânsito e assegurar a manifestação? Por que inibir a manifestação? Meus queridos, não achem que apenas discutindo no elevador, no cafezinho, ao telefone, a corrupção irá acabar. Percebemos que o Arruda está se utilizando de toda a máquina pública, mesmo após os escândalos, a seu favor. Ontem, muitas Administrações Regionais bancaram a ida de apoiadores à Câmara Legislativa. Hoje, todo o aparato policial contra um grupo de cidadãos. Ao mesmo tempo, os parlamentares corruptos abafam os pedidos de impeachment. O DEM, prefere aguardar. E vocês, vão aguardar o Natal para terem o que conversar na ceia: "Poxa! Você viu? E o Arruda, hein? Nada aconteceu de novo! Esse país! Não tem jeito mesmo!" Não se esqueçam que um país é feito de pessoas, é construído na base das atitudes individuais e coletivas. Não aguardem apenas o momento das eleições para agir politicamente. A política é muito mais que isso: é o exercício diário em relação à tudo que é comum à sociedade! Por isso, peço, mais uma vez. Na verdade, imploro: se manifestem! Coloquem um adesivo no carro, uma blusa, uma faixa na janela, saiam de branco amanhã, acompanhem não apenas pela mídia o que está acontecendo. Nenhuma dessas atitudes nos tirará da rotina e nem demandará tempo. Contudo, demonstrará que não somos um povo apático politicamente".
 Pelo menos nove acordos firmados com a entidade, no valor de R$ 2,9 milhões, estariam em situação irregular Aliada do governo, a União Nacional dos Estudantes (UNE) fraudou convênios, forjou orçamentos e não prestou contas de recursos públicos recebidos nos últimos dois anos. A entidade chegou a apresentar documentos de uma empresa de segurança fantasma, com sede na Bahia, para conseguir aprovar um patrocínio para o encontro nacional em Brasília. Dados do Ministério da Cultura revelam que pelo menos nove convênios celebrados com a UNE, totalizando R$ 2,9 milhões, estão em situação irregular - a organização estudantil toma dinheiro público, mas não diz nem quanto gastou nem como gastou. O Estado analisou dois convênios com prazo de prestação de contas expirado no ministério: o Congresso Nacional da UNE, realizado em julho, em Brasília, e o projeto Sempre Jovem e Sexagenária, celebrado em 2008, que tinha como meta produzir - até 4 de junho - 10 mil livros e um documentário sobre a história estudantil secundarista. O presidente da entidade, Augusto Chagas, de 27 anos, promete devolver o dinheiro, se forem comprovadas irregularidades. Apesar de o governo ter repassado R$ 826 mil para os projetos, a entidade, mesmo cobrada, não entrega extratos bancários e notas fiscais, nem cumpre a "execução dos objetivos", os livros e o documentário. Sobre os livros, uma cláusula do contrato diz que a UNE teria 60 dias para prestar contas, a partir de junho, ou restituir em 30 dias as verbas não usadas. Não fez nem uma coisa nem outra. EMPRESA FANTASMA A UNE forjou orçamentos para obter dinheiro para o encontro em Brasília. Em 16 de julho, o ministério liberou R$ 342 mil para o evento, que teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). A entidade apresentou estimativa de gasto de R$ 70 mil com hospedagem, R$ 29 mil para segurança, R$ 26 mil em passagens aéreas, entre outros. O ministério cobrou três orçamentos. Para explicar a despesa com segurança, a UNE entregou o orçamento de empresa fantasma, com sede em Salvador, a 1.400 quilômetros do evento. O outro orçamento também é de uma empresa baiana, que ocupa uma sala de 30 metros quadrados e não tem funcionários. A empresa fantasma é a Patorg Segurança. Os documentos entregues pela UNE ao governo mostram que a empresa declarou à Receita Federal como endereço o sexto andar de um prédio na Avenida Estados Unidos, em Salvador. A reportagem esteve ali na quinta-feira. No local não há empresa de segurança. Os vizinhos desconhecem a Patorg. "Eu trabalho aqui há 19 anos e nunca teve esse tipo de empresa", disse o porteiro Valdir Alexandre dos Santos.A UNE anexou um orçamento de R$ 36,4 mil da Patorg. Seu dono, Genovaldo Costa, é desconhecido no endereço, vive em Camaçari e não foi localizado. A outra empresa, a MG Serviços de Limpeza e Portaria, ocupa uma sala num pequeno sobrado na Baixa dos Sapateiros. A UNE entregou um orçamento de R$ 32,2 mil da empresa, que não tem funcionário registrado, mas fez uma proposta de 280 seguranças, por R$ 115 a diária. O Estado foi três vezes ao endereço, mas não havia ninguém. Pelo celular, o dono, Marcos Guimarães dos Santos, disse que já prestou serviços à UNE, mas não deu detalhes. Como a entidade não entrega a sua prestação de contas, ainda é um mistério a relação de quem foi contratado. Sabe-se, porém, que a UNE usou fantasmas para aprovar o convênio. Os R$ 435 mil do Sempre Jovem e Sexagenária foram liberados em 5 de junho de 2008. A UNE apresentou orçamento de R$ 90 mil com pesquisa, R$ 50 mil para alimentação e hospedagem, e R$ 35 mil para imprimir o livro. O governo enviou ofício em 18 de junho passado lembrando que o convênio está encerrado e cobrou informações. Cinco meses depois, a UNE não deu satisfação.
Quando se tenta mitificar as ações de um suposta "esquerda democrática" no Brasil e na Itália, vale à pena voltar no tempo e olhar o que os próprios militantes diziam no ápice do regime coletivista autoritário brasileiro. "Execuções
Execução é matar um espião norte-americano, um agente da ditadura, um torturador da policia, ou uma personalidade fascista no governo que está envolvido em crimes e perseguições contra os patriotas, ou de um "dedo duro", informante, agente policial, um provocador da policia.
Aqueles que vão à polícia por sua própria vontade fazer denúncias e acusações, aqueles que suprem a polícia com pistas e informações e apontam a gente, também devem ser executados quando são pegos pela guerrilha.
A execução é uma ação secreta na qual um número pequeno de pessoas da guerrilha se encontram envolvidos. Em muitos casos, a execução pode ser realizada por um franco-atirador, paciente, sozinho e desconhecido, e operando absolutamente secreto e a sangue-frio".
Carlos Marighella, 1969. Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano Fonte: http://www.marxists.org/portugues/marighella/1969/manual/cap02.htm#9.3 Luta armada, se pró-ativa, nunca pode ser legítima. As lágrimas das mães dos desaparecidos políticos brasileiros valem tanto quanto as lágrimas das mães das vítimas de Cesare Battisti - independentemente de coloração ideológica. A vida individual tem um valor inerente e todos os indivíduos devem ter respeitado seu direito inato, inalienável e irrevogável à vida e à liberdade.
Por uma cultura de paz e liberdade.
É com a maior alegria que divulgo o site da CHAPA Reconquista, que concorre ao DCE da USP!http://www.reconquista2010.com.br/
 Nesta agitada semana temos dois eventos de grande importância: 1-O primeiro é de conhecimento geral: a molecagem (ou nefasta incapacidade) com o pagamento da URP e a consequente possibilidade de greve em pleno fim de semestre. A situação é grave. Há muita "justeza" na demanda, mas precisamos de decisões que gerem resultados eficazes. Qual a saída? Os que quiserem mais informações busquem o site da UnB: http://www.unb.br/ 2-O segundo é o novo pedido de recredenciamento da FAHUB, que será discutido no Consuni desta sexta às 14:30h no auditório da Reitoria. Será o primeiro pedido desde a aprovação das novas regras de credenciamento de Fundações de Apoio (regras postadas neste blog). Aos que tiverem interesse em se informar bem sobre os dois casos, recomendo irem ao CONSUNI logo no início da reunião, pois ela será, necessariamente, tomada por zilhares de informes/debates sobre a GREVE antes de deliberarmos sobre a FAHUB.
 Do Jornal Zero Hora Um dos maiores símbolos da esquerda gaúcha, o DCE da UFRGS agora rejeita o “Fora Yeda”, despreza passeatas e abandona o passado de militância. A eleição do fim de semana alçou ao comando uma chapa centrada no que ocorre dentro da universidade – e assim derrubou a esquerda após quatro décadas de soberania. Encabeçada pelo estudante de Administração Renan Pretto, 19 anos, a chapa 3 – DCE Livre, Mudança Urgente – baseou sua campanha na despartidarização do DCE. Fazia cinco anos que o diretório era comandado por estudantes filiados ao PSOL, promovendo com frequência atos contra o governo do Estado. – Enquanto se preocupavam apenas com “Fora Yeda”, corria solta a violência no campus – diz o novo presidente. Mas Renan já trabalhou no diretório da Juventude do PP, embora ressalte nunca ter se filiado. Um de seus principais aliados na chapa é o ex-vereador de Dois Irmãos Marcel van Hattem (PP), hoje com 24 anos, eleito com apenas 18. Entre os integrantes, há também filiados ao PSDB e ao PMDB. A eleição foi uma das mais apertadas da história – a chapa vencedora registrou 1.559 votos, apenas 35 a mais que a situação. Surpreendida pelo resultado, a esquerda perdeu porque se dividiu em três chapas, uma com filiados do PSTU, outra com petistas, e a já tradicional representante do PSOL. Cientista político e doutor em História, Mauro Gaglietti afirma que os estudantes rejeitam, cada vez mais, grupos que usam o DCE para promover partidos. – Nem na ditadura isto ocorria. Naquela época, havia uma luta política saudável, mas não uma disputa por qual grupo apareceria mais. Havia politização, não partidarização. A chapa de Renan promete diminuir o preço do cartão de ônibus para estudantes – de R$ 9 para R$ 3 – e um convênio com a Brigada Militar para garantir maior segurança nos campi. O jornalista Rafael Guimaraens, coautor do livro Abaixo a Repressão! Movimento Estudantil e as Liberdades Democráticas, afirma que estas são propostas tradicionais de quem defendia a direita nos anos 60 e 70. – Essa visão de que estudante deve esquecer a política, lutando por melhoria de currículos, pelo equipamento das universidades, pela qualidade da educação, isso era o pessoal ligado à Arena que defendia. Presidente do DCE da UFRGS entre 1968 e 1969, o deputado Raul Pont (PT) participou de passeatas e confronto com militares no centro de Porto Alegre. Diz não acreditar em organização de direita tentando tomar o DCE, mas reconhece uma nova composição de forças nos centros acadêmicos: – Do ponto de vista democrático, pode até ser interessante. “Só bater não resolve” Renan Pretto - Futuro presidente do DCE Natural de Lajeado, Renan Pretto tem 19 anos, cursa o terceiro semestre de Administração e mora na Casa do Estudante da UFRGS. A síntese da entrevista: ZH – O papel do movimento estudantil mudou? Renan – Possivelmente. Precisamos nos alinhar à realidade atual. Ficar só batendo no governo não resolve os problemas que temos. Às vezes, o estudante precisa de um auxílio para pleitear uma bolsa, de segurança dentro do campus, e o atual DCE não se preocupa com essas questões. O que vemos são ideias mofadas. ZH – Qual será o envolvimento do DCE na eleição de 2010? Renan – Não queremos posicionamento político nem dizer “fica” ou “Fora, Yeda”. Quando um representante do DCE diz algo assim, fala em nome de 23 mil pessoas. Nem todos pensam como ele. Pretendemos promover debates com os candidatos, para que os estudantes tenham acesso a todos os lados.
 Liberty is not a means to a higher political end. It is the highest political end. (A Liberdade não é um meio para um fim político mais elevado. Ela é o mais alto fim político. ) Lord Acton
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